Arte, memória e tecnologia na poética da ausência.
Belém · Pará · Amazônia, Brasil
Paola Barros da Silva é artista visual e pesquisadora. Investiga os processos de criação na intersecção entre arte, memória e tecnologia, explorando a Glitch Art e o databending — o uso poético de tecnologias consideradas obsoletas — para elaborar o que define como uma poética da ausência a partir de acervos fotográficos de álbuns de família.
Doutoranda em Artes pelo PPGArtes da Universidade Federal do Pará e Mestre em Artes pela mesma instituição, é graduada em Letras (UEPA) e especialista em Narrativas Contemporâneas da Fotografia e do Audiovisual e em Cultura Visual: Fotografia e Arte Latino-Americana (UNICAP). Bolsista CAPES, integra o corpo de criação de artistas do eixo nortista e amazônida, com produção voltada a trabalhos de levante e contranarrativa.
Atua também como fotógrafa e designer, e ministra oficinas de colagem analógica e digital, blackout poem e fotografia.
A pesquisa parte da percepção da própria ausência imagética no acervo fotográfico da família para reinscrever-se nas imagens esquecidas na câmera Cyber-shot da mãe. A partir dos conceitos de autoficção e databending, textos memorialísticos são incorporados ao código binário das fotografias, gerando imagens Pure Glitch que dão corpo a um ensaio visual.
Da estética da Glitch Art, Paola elabora o conceito de metáfora visual do erro: uma visualidade que reflete a ausência, a desterritorialização e questões complexas da memória — somando ao corpo de criação de artistas do eixo nortista e amazônida do Brasil.
No doutorado (PPGArtes/UFPA, 2025–2029), dá continuidade às investigações sobre arte, memória e tecnologia, expandindo as práticas de criação a partir do erro, do arquivo e da imagem técnica.
Aliando formação em artes visuais, fotografia e cultura visual à experiência em pesquisa de pós-graduação, ofereço leitura crítica, parecer técnico e acompanhamento de projetos — da concepção à escrita final.
Análise e parecer de propostas para editais e leis de incentivo.
Orientação e revisão de pré-projetos e projetos de pesquisa em artes.
Revisão crítica do que sustenta uma candidatura ou exposição.
Recortar, sobrepor e reescrever imagens — do papel ao pixel. Inclui a oficina “Colagem: abrir os olhos”.
Apagar para revelar: poesia visual feita a partir do que se subtrai do texto.
Olhar, processo e narrativa — da câmera ao livro de artista, com ênfase em memória e arquivo.
Para pareceres, consultoria de propostas acadêmicas, oficinas, colaborações ou convites, escreva — respondo com prazer.
Enviar e-mail